Frase da semana

Não temas; doravante serás pescador de homens. (Lc 5, 10)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

É missa ou balada???

"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo". (Gl 1,10)

  
Caríssimos,


 Não é de hoje que o Santo Sacrifício tem sido desrespeitado e banalizado. Graças àqueles que sonham com uma Missa do seu jeito, querem re-criar o Sacrifíco de Jesus. Ignoram aquele primeiro (e único!) em que o próprio Deus foi imolado para salvar a todos nós. Deixaram-se contaminar pelo relativismo, pelo modernismo, pelas ideologias nefastas de que "Se Jesus ressuscitou, não precisamos mais vê-lo pregado à cruz. Vivamos, agora, um tempo de glória!".

Pensar assim é caçoar do Sacrifício de Cristo. Sim, caçoar, porque, em Sua Imolação, há um mistério e também uma Glória. A morte de Cristo não é um símbolo de derrota. Afinal, Ele não ficou preso à morte. Ele ressuscitou. O sacrifício de Cristo é um desejo de Deus ao seu povo. E o próprio Cristo autorizou aos Apóstolos que repetissem oque fez na Santa Ceia em Sua Memória. Como é que reviveremos a memória da nossa salvação com baladinha? Palminhas? Dancinhas? Musiquetas alá TdL?

Devemos lembrar, meus irmãos e irmãs, que Maria esteve em pé diante da Cruz. Sentia dor? Claro! Era o seu filho morrendo injustamente. Mas havia também nela uma alegria. Aquela "injustiça" tinha um fim maravilhoso: salvar os filhos de Deus. Portanto, a alegria na Santa Missa é contida. Assim como Nossa Senhora conteve-se diante do mistério, nós assim também devemos fazer. Rezar durante a Missa o que é a nossa parte, e não a do Sacerdote; conter palminhas e dancinhas. Há lugares apropriados para isso.

Contudo, penso que o retorno à Missa como nunca deveria ter deixado de ser está cada vez mais difícil. Na Arquidiocese de Maringá, por exemplo, temos a Missa pré-balada. Funciona assim: os jovens vão à missa, rezam, adoram, louvam. Antes da proclamação ao Evangelho, chega um sujeito carregando a Bíblia sobre um... skate! É... skate. Após a proclamação, a galera empurra banco pra lá, estica o esqueleto e... dança. Mas não é uma dancinha qualquer, não. É com a Igreja toda apagada, apenas com luzes de discoteca pra lá e pra cá e umas fumacinhas... E, segundo o locutor do vídeo, tudo é feito sob o olhar do Pároco e com o maior respeito ao Sagrado... tsc... tsc...

Se você passasse em frente a uma Igreja neste estado, diria o que? É missa ou balada?

Depois que vi o vídeo eu perdi completamente a noção do que seja respeito ao Sagrado. Porque, o que é Sagrado, é zelado, cuidado, e não zoneado. Repito. Não acho errado que os jovens tenham seu momento ao lazer dentro do Salão Paroquial (e não na Igreja), mas daí querer adaptar o Santo Sacrifício da Missa??? Será que ninguém ainda percebeu que enquanto agirmos dessa forma, fazendo "só o que o jovem quer", esta geração demorará muito mais a amadurecer (ou não amadurecerá nunca)? Quando é que proporcionaremos aos nossos jovens que tenham atitudes de pessoas crescidas?


Sim, eu sei que muitos que leram até aqui, dirão: "Evelyn, como você é quadrada. Não é melhor estes jovens nesta Missa-Balada" a estarem no mundo, usando drogas?" Não, não é. E explico. Nós não temos que adaptar a evangelização a uma secularização. O Evangelho não tem por onde ser adaptado, porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. Não se deve adaptar a Missa. Deve-se é adaptar-se a ela. E se Jesus não for suficientemente necessário para um jovem, podem fazer balada, missa disso e aquilo que nada os segurará. Só Jesus é quem pode conquistar um jovem, independentemente da situação em que este esteja.

Não temos que agradar aos homens na Santa Missa. Jesus mesmo não agradou a muitos. E Missa não é lugar de modismo. Se fosse, o Papa criaria o seu. Mas o Papa reza o Rito da Igreja, e não o que lhe convém. Não temos que nos dobrar ao mundo para termos Igreja cheia. Antes Igreja com pouquíssimas pessoas, mas que zelam pelo Sagrado, a Igrejas lotadas de gestos infâmes.

Chega de banalizar a Santa Missa, a Santa Liturgia e a Doutrina da Igreja.
 
 
Evelyn Mayer de Almeida
 
 
In: http://www.regina-apostolorum.com/2010/11/e-missa-ou-balada.html, 12/11/10, às 14h

Música: a arte da evangelização

 
Deus quer realizar através de você muitas coisas


Quando você compõe uma música, uma peça, chega uma hora em que você precisa mostrar isso para alguém, mas é bom que você tenha aquele sentimento de constrangimento, de vergonha, de timidez, porque você está mostrando algo que não é seu; é Deus mais uma vez colocando algo precioso em suas mãos, por meio do qual você vai servir ainda mais as pessoas. Então veja bem: esse dom não é seu, está com você, mas é para servir aos demais. No entanto, você passa a ser reconhecido pelos outros, os elogios, as fotos e tudo o mais acabam sendo para você, pois as pessoas não veem a Deus. Contudo, você deve entender que isso deve ser repassado a Ele.


Precisamos reconhecer que nossos dons de cantar e tocar são graça de Deus. A diferença entre nós e os artistas seculares é que nós sempre transportaremos aquilo que recebemos para Deus e muitos destes retêm para si mesmos. O Senhor faz tudo para que nós nos tornemos Sua boca, nós somos chamados a ser a “boca de Deus”. Seja em um microfone, em uma bateria, em um violão, Deus quer que sejamos apenas Sua boca. Para isso existe um caminho, ensinado por nosso fundador, monsenhor Jonas: sendo santos cantaremos melhor, isto é, se soubermos separar o que é bom do que é ruim serviremos melhor.

Então vamos à Palavra que está em Jeremias 15, 19: “Por isso, assim disse o SENHOR: “Se tu te converteres, eu te converterei, e na minha presença ficarás. E se souberes separar o que tem valor daquilo que não presta, serás a minha boca, eles passarão para o teu lado e tu não passarás para o lado deles”. O Senhor quer nos transformar no que Ele quer, Ele um dia desejou nos tornar um grande cantor, um grande artista, um grande instrumentista...

Você se converteu! Deus sempre vai contar com sua liberdade e você livremente tomou essa decisão de se converter. Você continua sendo limitado, pecador, vulnerável, continua precisando da graça de Deus Pai, mas tem de assumir que já se converteu. Por essa razão, não fique na periferia, continue esse processo, mergulhe nessa conversão, mergulhe na Palavra de Deus, na adoração e o Todo-poderoso vai transformá-lo no que Ele quiser.

Se você souber separar o que é bom do que é ruim é lógico que você vai sempre optar pelo que é bom. Já conheci pessoas maravilhosas que cantavam bem, tocavam bem, mas que caíram feio e até hoje não se levantaram, porque não separaram o que era bom do que era ruim e na hora de escolher acabaram escolhendo o que era ruim e por isso pecaram e como o pecado leva à morte, morreram, talvez não fisicamente, mas morreram nos relacionamentos saudáveis, morreram nos projetos, nos sonhos, porque optaram pelo pecado.

Estaremos sempre em ordem de batalha, muitas vezes, fugir faz parte da estratégia de uma batalha em uma situação de pecado, por exemplo; você vai precisar saber fugir, pois você sabe qual é sua fraqueza. Por isso, em uma situação na qual você sabe que não vai aguentar, fuja!

Deus quer realizar, através de você, muita coisa, converta-se, continue esse processo, não pare, pois o Senhor lhe diz que se você se converter Ele o transformará no que Ele quer.

Deus Pai já colocou em seu coração sonhos, coisas desde sua infância e hoje elas podem se concretizar se você se converter. Hoje eu sei quem sou, eu sei que Deus me quis assim e estou tentando fazer a mesma coisa com você e você pode descobrir isso. O Altíssimo tem um plano fantástico para sua vida, mas para isso é preciso que você se converta e Ele o converterá no que Ele quiser; dessa forma, com certeza, você será a “boca d'Ele” anunciando a salvação.


(Artigo produzido a partir da pregação do Acampamento "Músicos em ordem de batalha" de outubro de 2009)



Dunga
Missionário da Comunidade Canção Nova


In: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12076

terça-feira, 2 de novembro de 2010