Frase da semana

Não temas; doravante serás pescador de homens. (Lc 5, 10)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Castidade antes do casamento traz mais estabilidade e satisfação


Satisfação com o casamento foi 20% maior entre os casais que viveram a abstinência sexual até o matrimônio
 
O estudo realizado pela Universidade americana Brigham Young demonstrou que a restrição sexual antes do casamento está associada com melhores resultados no relacionamento conjugal. A satisfação com o casamento foi 20% maior entre os casais que esperaram, bem como a qualidade na vida sexual, 15% maior.

Nesta pesquisa, onde 2.035 indivíduos casados foram entrevistados, foi observado que o tempo para o ínico da atividade sexual na vida do casal está relacionado com a sua qualidade sexual atual, comunicação, a satisfação com o relacionamento e a estabilidade.

De acordo com o estudo “Compatibility or Restraint?: The Effects of Sexual Timing on Marriage Relationships" (Em tradução livre: “Compatibilidade ou restrição?: Os efeitos do tempo Sexual nos Relacionamentos Matrimoniais), a educação, o número de parceiros sexuais, a religiosidade e duração do relacionamento estão entre os aspectos mais importantes na vida conjugal.

O administrador de empresa e professor, Joelson Alves, 36 anos, afirma que a vivência da castidade antes do casamento não foi uma coisa fácil, mas foi um dos aspectos essencias para a construção do relacionamento que reflete hoje em seu casamento com a médica Ethel Alves, 40 anos. “Durante o namoro priorizamos o diálogo sobre aquilo que julgávamos importante para um casamento: nossa fé, nossos anseios, a construção da família, a afetividade e também a sexualidade”, conta.


Diálogo no relacionamento

Os resultados da pesquisa mostram ainda que o tempo de atraso sexual está associado a um aumento na qualidade da comunicação e nas áreas do relacionamento sexual, bem como a estabilidade das relações percebidas são consistentes com essa teoria. A qualidade da comunicação é 12% melhor entre os casais que viveram a castidade antes do matrimônio.

A comunicação é um elemento essencial na vida do casal na expressão dos seus desejos e sentimentos em relação ao outro e àquilo que estão vivendo. O melhor relacionamento se faz baseado na comunicação e na verdade. Quando isso acontece, o relacionamento se torna mais aberto e transparente, e consequentemente mais maduro para suportar os momentos de dificuldade e manter vivo o amor”, explica a psicóloga especialista em família, Elaine Ribeiro.
Em um casamento de mais de sete anos, Joelson e Elthel transformaram a paixão em amor, e a confiança crescente, o respeito e a unidade construída foram suportes para viver os momentos de dificuldade. 
O equilíbrio entre confiança, afetividade, sexualidade, e a realização individual, para Joelson é a chave da felicidade do casal. “Se ambos se sentem realizados também pessoalmente e profissionalmente, um não se sente peso para o outro”, ressalta.

Estabilidade conjugal 

Os relacionamentos que se baseiam mais em recompensas e prazeres sexuais precoces acabam resultando em relações mais frágeis a longo prazo, destaca a pesquisa publicada na revista científica Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.

O estudo também mostra que a ambiguidade da iniciação sexual precoce pode comprometer a capacidade de alguns casais para desenvolver uma compreensão clara e comum sobre a natureza das suas relações. “Notamos que a priorização do aspecto sexual desfavorece o conhecimento profunto do outro”, conta a psicóloga.

Em contraste, a sexualidade baseada no comprometimento é mais susceptível a criar uma sensação de segurança e sinceridade entre os parceiros dentro de suas redes sociais, trazendo também a ideia da exclusividade e planejamento futuro.

“Formamos dessa forma uma aliança duradoura e que dá estabilidade e não monotonia à relação. Isso não quer dizer que não possamos sentir desejo por outra pessoa, mas existe de ambas as partes o firme propósito de não ceder às paixões ou sentimentalismos que porventura aconteçam no casamento”, conta Joelson.
Joelson e Ethel acreditam que a boa experiência de namoro reflete na vida conjugal deles, em especial, na abertura ao diálogo e na confiança do amor recíproco. “A fidelidade e o respeito que vivemos durante o namoro também se reflete em nossa vida hoje”, completam.


Nicole Melhado

In: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=279663


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

É missa ou balada???

"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo". (Gl 1,10)

  
Caríssimos,


 Não é de hoje que o Santo Sacrifício tem sido desrespeitado e banalizado. Graças àqueles que sonham com uma Missa do seu jeito, querem re-criar o Sacrifíco de Jesus. Ignoram aquele primeiro (e único!) em que o próprio Deus foi imolado para salvar a todos nós. Deixaram-se contaminar pelo relativismo, pelo modernismo, pelas ideologias nefastas de que "Se Jesus ressuscitou, não precisamos mais vê-lo pregado à cruz. Vivamos, agora, um tempo de glória!".

Pensar assim é caçoar do Sacrifício de Cristo. Sim, caçoar, porque, em Sua Imolação, há um mistério e também uma Glória. A morte de Cristo não é um símbolo de derrota. Afinal, Ele não ficou preso à morte. Ele ressuscitou. O sacrifício de Cristo é um desejo de Deus ao seu povo. E o próprio Cristo autorizou aos Apóstolos que repetissem oque fez na Santa Ceia em Sua Memória. Como é que reviveremos a memória da nossa salvação com baladinha? Palminhas? Dancinhas? Musiquetas alá TdL?

Devemos lembrar, meus irmãos e irmãs, que Maria esteve em pé diante da Cruz. Sentia dor? Claro! Era o seu filho morrendo injustamente. Mas havia também nela uma alegria. Aquela "injustiça" tinha um fim maravilhoso: salvar os filhos de Deus. Portanto, a alegria na Santa Missa é contida. Assim como Nossa Senhora conteve-se diante do mistério, nós assim também devemos fazer. Rezar durante a Missa o que é a nossa parte, e não a do Sacerdote; conter palminhas e dancinhas. Há lugares apropriados para isso.

Contudo, penso que o retorno à Missa como nunca deveria ter deixado de ser está cada vez mais difícil. Na Arquidiocese de Maringá, por exemplo, temos a Missa pré-balada. Funciona assim: os jovens vão à missa, rezam, adoram, louvam. Antes da proclamação ao Evangelho, chega um sujeito carregando a Bíblia sobre um... skate! É... skate. Após a proclamação, a galera empurra banco pra lá, estica o esqueleto e... dança. Mas não é uma dancinha qualquer, não. É com a Igreja toda apagada, apenas com luzes de discoteca pra lá e pra cá e umas fumacinhas... E, segundo o locutor do vídeo, tudo é feito sob o olhar do Pároco e com o maior respeito ao Sagrado... tsc... tsc...

Se você passasse em frente a uma Igreja neste estado, diria o que? É missa ou balada?

Depois que vi o vídeo eu perdi completamente a noção do que seja respeito ao Sagrado. Porque, o que é Sagrado, é zelado, cuidado, e não zoneado. Repito. Não acho errado que os jovens tenham seu momento ao lazer dentro do Salão Paroquial (e não na Igreja), mas daí querer adaptar o Santo Sacrifício da Missa??? Será que ninguém ainda percebeu que enquanto agirmos dessa forma, fazendo "só o que o jovem quer", esta geração demorará muito mais a amadurecer (ou não amadurecerá nunca)? Quando é que proporcionaremos aos nossos jovens que tenham atitudes de pessoas crescidas?


Sim, eu sei que muitos que leram até aqui, dirão: "Evelyn, como você é quadrada. Não é melhor estes jovens nesta Missa-Balada" a estarem no mundo, usando drogas?" Não, não é. E explico. Nós não temos que adaptar a evangelização a uma secularização. O Evangelho não tem por onde ser adaptado, porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. Não se deve adaptar a Missa. Deve-se é adaptar-se a ela. E se Jesus não for suficientemente necessário para um jovem, podem fazer balada, missa disso e aquilo que nada os segurará. Só Jesus é quem pode conquistar um jovem, independentemente da situação em que este esteja.

Não temos que agradar aos homens na Santa Missa. Jesus mesmo não agradou a muitos. E Missa não é lugar de modismo. Se fosse, o Papa criaria o seu. Mas o Papa reza o Rito da Igreja, e não o que lhe convém. Não temos que nos dobrar ao mundo para termos Igreja cheia. Antes Igreja com pouquíssimas pessoas, mas que zelam pelo Sagrado, a Igrejas lotadas de gestos infâmes.

Chega de banalizar a Santa Missa, a Santa Liturgia e a Doutrina da Igreja.
 
 
Evelyn Mayer de Almeida
 
 
In: http://www.regina-apostolorum.com/2010/11/e-missa-ou-balada.html, 12/11/10, às 14h

Música: a arte da evangelização

 
Deus quer realizar através de você muitas coisas


Quando você compõe uma música, uma peça, chega uma hora em que você precisa mostrar isso para alguém, mas é bom que você tenha aquele sentimento de constrangimento, de vergonha, de timidez, porque você está mostrando algo que não é seu; é Deus mais uma vez colocando algo precioso em suas mãos, por meio do qual você vai servir ainda mais as pessoas. Então veja bem: esse dom não é seu, está com você, mas é para servir aos demais. No entanto, você passa a ser reconhecido pelos outros, os elogios, as fotos e tudo o mais acabam sendo para você, pois as pessoas não veem a Deus. Contudo, você deve entender que isso deve ser repassado a Ele.


Precisamos reconhecer que nossos dons de cantar e tocar são graça de Deus. A diferença entre nós e os artistas seculares é que nós sempre transportaremos aquilo que recebemos para Deus e muitos destes retêm para si mesmos. O Senhor faz tudo para que nós nos tornemos Sua boca, nós somos chamados a ser a “boca de Deus”. Seja em um microfone, em uma bateria, em um violão, Deus quer que sejamos apenas Sua boca. Para isso existe um caminho, ensinado por nosso fundador, monsenhor Jonas: sendo santos cantaremos melhor, isto é, se soubermos separar o que é bom do que é ruim serviremos melhor.

Então vamos à Palavra que está em Jeremias 15, 19: “Por isso, assim disse o SENHOR: “Se tu te converteres, eu te converterei, e na minha presença ficarás. E se souberes separar o que tem valor daquilo que não presta, serás a minha boca, eles passarão para o teu lado e tu não passarás para o lado deles”. O Senhor quer nos transformar no que Ele quer, Ele um dia desejou nos tornar um grande cantor, um grande artista, um grande instrumentista...

Você se converteu! Deus sempre vai contar com sua liberdade e você livremente tomou essa decisão de se converter. Você continua sendo limitado, pecador, vulnerável, continua precisando da graça de Deus Pai, mas tem de assumir que já se converteu. Por essa razão, não fique na periferia, continue esse processo, mergulhe nessa conversão, mergulhe na Palavra de Deus, na adoração e o Todo-poderoso vai transformá-lo no que Ele quiser.

Se você souber separar o que é bom do que é ruim é lógico que você vai sempre optar pelo que é bom. Já conheci pessoas maravilhosas que cantavam bem, tocavam bem, mas que caíram feio e até hoje não se levantaram, porque não separaram o que era bom do que era ruim e na hora de escolher acabaram escolhendo o que era ruim e por isso pecaram e como o pecado leva à morte, morreram, talvez não fisicamente, mas morreram nos relacionamentos saudáveis, morreram nos projetos, nos sonhos, porque optaram pelo pecado.

Estaremos sempre em ordem de batalha, muitas vezes, fugir faz parte da estratégia de uma batalha em uma situação de pecado, por exemplo; você vai precisar saber fugir, pois você sabe qual é sua fraqueza. Por isso, em uma situação na qual você sabe que não vai aguentar, fuja!

Deus quer realizar, através de você, muita coisa, converta-se, continue esse processo, não pare, pois o Senhor lhe diz que se você se converter Ele o transformará no que Ele quer.

Deus Pai já colocou em seu coração sonhos, coisas desde sua infância e hoje elas podem se concretizar se você se converter. Hoje eu sei quem sou, eu sei que Deus me quis assim e estou tentando fazer a mesma coisa com você e você pode descobrir isso. O Altíssimo tem um plano fantástico para sua vida, mas para isso é preciso que você se converta e Ele o converterá no que Ele quiser; dessa forma, com certeza, você será a “boca d'Ele” anunciando a salvação.


(Artigo produzido a partir da pregação do Acampamento "Músicos em ordem de batalha" de outubro de 2009)



Dunga
Missionário da Comunidade Canção Nova


In: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12076

terça-feira, 2 de novembro de 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

Castidade contra HIV,e não máquinas de preservativos!

A grande incidência de adolescentes contaminados pelo vírus HIV motivou o Ministério da Saúde a partir para a distribuição de preservativos diretamente nas escolas. Para facilitar o acesso estão sendo testadas máquinas que põem o produto à disposição automaticamente. Municípios dos Estados da Paraíba e de Santa Catarina foram escolhidos para testar e aprimorar o equipamento. O objetivo estratégico é ambicioso: instalar as máquinas em todo o sistema público de ensino. Destinatários: jovens entre 13 e 19 anos. Surpreende a precocidade do público-alvo inicial.
 
Máquina do bem ou do mal? O debate está aberto. Com razão. O avanço da aids, não obstante as campanhas milionárias em favor da camisinha, indica que algo não está funcionando. Esse aumento, sem dúvida preocupante, pode levar, mais uma vez, aos diagnósticos superficiais e, por isso, míopes: focar a questão apenas nas campanhas em favor do chamado "sexo seguro". A camisinha será a panaceia para conter a epidemia. Continuaremos padecendo da síndrome do avestruz. Bateremos nos efeitos, mas fugiremos das verdadeiras causas: a hipersexualização da sociedade.
 
Na verdade, caro leitor, as campanhas do governo não têm dado resposta adequada ao verdadeiro problema: a influência do gigantesco negócio do sexo, que, impunemente, acaba determinando comportamentos e atitudes. A culpa não é só do mundo do entretenimento. É de todos nós - governantes, jornalistas, formadores de opinião e pais de família -, que, num exercício de anticidadania, aceitamos que o País seja definido mundo afora como o paraíso do sexo fácil, barato, descartável. O governo, assustado com o aumento da gravidez precoce e com o crescente descaso dos usuários do preservativo, investe agora na máquina de camisinha. Não vai resolver. Afinal, milhões de reais já foram gastos num inglório combate aos efeitos. E o resultado está gritando na força dos fatos e dos números: a aids continua sendo um problema de saúde pública.
 
Impõe-se buscar soluções inovadoras e eficazes. Sempre intuí a necessidade de um aprofundamento sério no tema da formação da sexualidade. Em meu esforço de apuração, topei com uma experiência surpreendente: o programa denominado Protege tu Corazón. A história começa em 1993, na Colômbia. Tal como a grande maioria dos pais, Juan Francisco e Maria Luisa Velez começaram a se preocupar com a educação sexual que seria implantada nas escolas de seus filhos. A orientação proposta contrariava tudo o que haviam imaginado transmitir a seus filhos a respeito do amor, da sexualidade, da família e da vida. Confundia-se sexualidade com sexo, amor com sexo e alicerçava-se seu conteúdo exclusivamente no que denominavam "sexo seguro". O que queriam dizer com sexo seguro? Algo parecido com o que acontece por aqui. Fomenta-se, por um lado, a cultura da hipersexualização e da promiscuidade. Tenta-se, por outro, preservar os adolescentes de uma gravidez indesejada e da transmissão de DSTs com o uso dos preservativos. Ninguém, no entanto, se preocupa com as dramáticas consequências físicas, emocionais e afetivas provocadas pelo oba-oba sexual.
 
Esse casal não se limitou a lamentar, mas, com apoio de especialistas e, sobretudo, de outros pais de família, elaborou um Programa de Educação da Sexualidade para ser aplicado nas escolas. O programa espalhou-se por 18 países na América Latina, do Norte, Europa e nas Filipinas. Tem um slogan simples e direto: "Caráter forte, sexualidade inteligente." Ou seja, entende que, em primeiro lugar, a sexualidade é um componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de se comunicar com outros, de se expressar e de viver o amor humano.
 
A proposta do programa é ajudar os adolescentes a fortalecer o seu caráter, de tal forma que a inteligência e a vontade adquiram prioridade sobre os sentimentos. Os adolescentes são normalmente impulsivos, inseguros, não se conhecem bem, e são essas carências que os fazem tomar decisões equivocadas e correr riscos desnecessários, sobretudo ao iniciarem um relacionamento sexual muito precoce. O programa Protege tu Corazón já está no Brasil (www.protegetucorazon.com.br) e desenvolve um projeto piloto no Colégio Ranieri, em São Paulo.
 
A metodologia é interativa, moderna, com material audiovisual, dramatizações, discussões em grupo, exercícios escritos, etc. Com essa metodologia se pretende que o adolescente seja levado a refletir sobre suas escolhas, sobre seus sonhos. Apresenta uma característica importante, que é fomentar o diálogo entre pais e filhos e, acima de tudo, o programa tem uma norma: "Propor, e não impor." Faz pensar e aposta na liberdade.
 
Os adolescentes, frequentemente bombardeados pela banalização do sexo, surpreendem-se ao perceber uma outra forma, positiva e responsável, de entender a sexualidade. Mas os principais protagonistas dessa mudança são os próprios pais. O programa na escola é uma ajuda poderosa para os pais, mas não pretende nem substituí-los nem subestimá-los. Ele os apoia e oferece ferramentas concretas para facilitar a comunicação entre pais e filhos. É uma parceria interessante e os resultados me impressionaram.
 
A iniciação sexual precoce, o abuso sexual e a prostituição infantil são, de fato, o resultado da cultura da promiscuidade que está aí. Ainda pouco se fala do Brasil no exterior. E quando se fala, infelizmente, o noticiário se reduz às ações do crime organizado, aos escândalos envolvendo políticos e governantes, às queimadas na Amazônia e à miséria da nossa periferia. Limitam nossa cultura e nossa arte ao rebolado. É uma pena. O Brasil é, sem dúvida, muito mais que o país do gingado e do carnaval.



In: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=4930

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

BISPO ANGLICANO REVELA COMO ENCONTROU SEU LUGAR NA IGREJA CATÓLICA


John Broadhurst é o primeiro bispo anglicano em anunciar em público sua demissão e passagem à Igreja Católica. Também é o primeiro pastor anglicano em dar os detalhes de seu novo caminho aos ingleses através de uma emissora de rádio.
Conforme informa o jornal La Razón, Broadhurst está casado e tem filhos, por isso sabe que não poderá ser bispo católico mas guarda a esperança de obter uma dispensa especial para exercer o sacerdócio.
Em declarações ao programa “Sunday” da BBC Radio 4, Brodahurst deu os detalhes de sua decisão.
A igreja anglicana se foi separando da católica com suas decisões, e temos todo o assunto do matrimônio gay na Comunhão Anglicana, e as mulheres sacerdote na Inglaterra, e as mulheres bispo, e recentemente chegou a oferta do Papa, muito generosa, em “Anglicanorum Coetibus”, que diz a anglicanos como eu: ‘Há um lar para vós, se quiserdes’”, indicou.
Perante o novo passo assegura que tem “a esperança de entrar no Ordinariato. Tenho a esperança de ser sacerdote, mas, ao final, se tiver que ser um simples secular, eu o aceito, não há problema. Como dizíamos no debate sobre as mulheres bispo: o ministério não é uma carreira, mas uma vocação. É o que a Igreja requer de você, não o que você pede à Igreja”.
Depois de 25 anos no Sínodo da Igreja Anglicana, está convencido que já não há lugar para os que querem preservar o sacerdócio masculino.
Segundo o relatório “Cost of Conscience” de 2002, que entrevistou 2.000 clérigos anglicanos, só uma de cada três sacerdotisas anglicanas acredita na maternidade virginal de Maria, quase a metade nega que Jesus tenha ressuscitado, 30 por cento nega a Trindade e uma de cada quatro não acredita em Deus Pai Todo Poderoso nem em Deus Espírito Santo. E as que hoje são sacerdotisas em seguida serão bispas.
Broadhurst acredita que o Ordinariato católico será pequeno ao princípio, “porque para muitos sacerdotes, com esposa e família, é muito duro passar a uma situação insegura, mas recebi muitos e-mails de leigos perguntando ‘como se entra?’”. As respostas chegarão em poucos meses.
Fonte: ACI Digital

Você sabe o que está ouvindo e cantando?

A Palavra de Deus diz:
“Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor” (Ef 5,19).
O demônio faz de tudo para que essa instrução não seja seguida.
O demônio faz de tudo para ter seus próprios músicos, ele quer ser adorado na música.
Os músicos de satanás podem estar conscientes de que cantam para ele, mas há pessoas que cantam ou ouvem ou deixam cantar as musicas de satanás sem saberem.
Entretanto mesmo sem saberem satanás recebe a adoração destes músicos inconscientes, rouba suas mentes e almas antes de matar seus corpos.
Max, Pedro, Fred, Damasceno, Francisco, Silvestre, Leonardo, Luana, Francisca, Neto e Alexandre, eram amigos, participavam da Igreja, mas indiferentes aos avisos de seus coordenadores, eles continuavam a ouvir mensagens dos demônios através das musicas que ouviam.
Diziam:
Não tem nada demais ouvir, é só musica, não faz mal a ninguém, afinal o… (evito colocar o nome por ser pessoa de tv religiosa) canta músicas do mundo, todos aplaudem e compram seu cd.
E assim ouviam vez ou outra as musicas que gostavam de ouvir, mas sem tradução. Por não entenderem o significado repetiam as palavras sem saberem o que estavam cantando.
No reveillon junto com mais outros amigos alugaram um microônibus para um reveillon entre si. Durante a viagem pediram ao motorista que colocasse o cd selecionado com musicas que gostavam de ouvir.
Iam rindo, conversando, cantando, quando ouve o acidente no qual todos morreram.
Entre as musicas selecionadas e as quais iam ouvindo e cantando estão:
You will not see how I will kill you (Você não vai ver como eu vou matá-lo); Songs empty, meaningless without religion, singing for Satan (Canções vazias, sem sentido, sem religião, cantem para Satã); não tenho a letra nem a tradução destas duas músicas, mas os titulos delas já dizem tudo. Ai está a lpetra e tradução de outras que Fred e seus amigos gostavam de ouvir. Se você conhece mais musicas de adoração a satanás escreva-as em comentários. Se possível coloque tradução. (Agradeço a Helena [que ainda não conheço] que me enviou a letra e tradução por e-mail)
SYMPATY FOR THE DEVIL
SIMPATIA PELO DIABO
Rolling Stones Letra: Mick Jagger / Keith RichardsTradução
Please allow me to introduce myself
Por favor, permita-me apresentar-me
I’m a man of wealth and taste
Sou um homem de riquezas e bom gosto
I’ve been around for long, long years
Estive aí por muitos e muitos anos
Stolen many a man ‘s soul and faith

Roubei a alma e a fé de muitos homens
I was around when Jesus Christ
Eu estava por aí quando Jesus Cristo
Had his moment of doubt and pain
Teve seu momento de dúvida e dor
I made damn sure that Pilate
Certifiquei-me por completo de que Pilatos
Washed his hands and sealed his fate
Lavasse suas mãos e selasse seu destino
Please to meet you
Prazer em conhecê-la
Hope you guess my name, oh yeah

Espero que você adivinhe meu nome, oh yeah
But what ‘s puzzling you

Mas o que está te confundindo
Is the nature of my game

É a natureza do meu jogo
I stuck around St.Petersburg
Dei um tempo em São Petersburgo
When I saw it was time for a change
Quando vi que era hora de uma mudança
I killed the tzar and his ministers
Matei o czar e seus ministros
Anastasia screamed in vain

Anastácia berrou em vão
I rode a tank held a general’s rank
Dirigi um tanque, mantive o posto de um general
When the blitzkrieg raged
Quando a guerra-relâmpago alastrava-se
And the bodies stank, oh…E os corpos fediam, oh…
Please to meet you
Prazer em conhecê-la
Hope you guess my name, oh yeah

Espero que você adivinhe meu nome, oh yeah
But what ‘s puzzling youMas o que está te confundindo
Is the nature of my game
É a natureza do meu jogo
I watched with glee
Observei com júbilo
As your kings and queens

Enquanto seus reis e rainhas
Fought for ten decades
Lutaram por dez décadas
For the Gods they made
Pelos deuses que eles criaram
I shouted out: “Who killed lhe Kennedys?”Eu gritei: “Quem matou os Kennedys?”
When after all it was you and me

Quando, afinal, tinha sido você e eu
So let me please introduce myself
Então deixe-me, por favor, apresentar-me
I’m a man of wealth and taste

Sou um homem de riquezas e bom gosto
And I lay traps for troubadours
E armo ciladas para trovadores
Who get killed before they reach Bombay
Que são mortos antes de alcançarem Bombaim
Please to meet you
Prazer em conhecê-la
Hope you guess my name, oh yeah

Espero que você adivinhe meu nome, oh yeah
But what ‘s puzzling you

Mas o que está te confundindo
Is the nature of my game

É a natureza do meu jogo

Just as every cop is a criminal

Assim como cada tira é um criminoso
And all the sinners, saints
E todos os pecadores, santos
As the heads is tails just call me Lucifer
Como a coroa é cara, apenas chame-me Lúcifer
’Cause I’m in need of some restraint

Pois preciso de um pouco de privacidade
To meet me, have some courtesy

Para conhecer-me, tenha um pouco de cortesia
And have some sympathy and some taste

E tenha alguma simpatia e um pouco de bom gosto
Use all your well-learned politics

Use toda a sua política bem aprendida
Or I’ll lay your soul to waste

Ou devastarei sua alma
Please to meet youPrazer em conhecê-la
Hope you guess my name, oh yeahEspero que você adivinhe meu nome, oh yeah
But what ‘s puzzling youMas o que está te confundindo
Is the nature of my game
É a natureza do meu jogo
—————————————————————————-
Black Sabbath Letra: A. F. Iommi, W. Ward, T. Butler, J. Osbourne
Some People Say My Love Cannot Be True
Algumas pessoas dizem que o meu amor não pode ser verdadeiro
Please Believe Me My Love And I’ll Show You
Por favor acredite no meu amor e eu lhe mostrarei
I Will Give You Those Things You Thought Unreal
Eu te darei aquelas coisas que você pensou serem imaginárias
The Sun The Moon The Stars All Bear My Seal 
O Sol A Lua As Estrelas todas que nascem sob minha vontade
Follow Me Now And You Will Not Regret 
Siga-me agora e você não retornará
Living The Life You Led Before We Met 
Vivendo a vida que você levava antes de nos encontramos 
You Are The First To Have This Love Of Mine 
Você é o primeiro a ter este meu amor
Forever With Me Till The End Of Time 
Para sempre comigo até o fim dos tempos
Your Love For Me Has Just Got To Be Real 
Seu amor por mim se tornou real
Before You Know The Way I’m Going To Feel 
antes que você soubesse como eu irei sentir
I’m Going To Feel 
Eu irei sentir
I’m Going To Feel
Eu irei sentir
Now I Have You With Me Under My PowerAgora eu tenho você comigo sob meu poder
Our Love Grows Stronger Now With Ev’ry Hour

Nosso amor cresce forte agora a cada hora
Look Into My Eyes You’ll See Who I Am

Olhe nos meus olhos e você verá quem eu sou
My Name Is 
LUCIFER Please Take My Hand 
Meu nome é Lúcifer por favor pegue a minha mão
—————————————————————————————–
Send Me An Angel
Envie-me um Anjo

Scorpions

Album: Crazy World
Music: Rudolf Schenker; Lyrics: Klaus Meine
The wise man said just walk this way
O homem sábio disse: Apenas caminhe nesta direção
To the dawn of the light
Para a aurora da luz
The wind will blow into your face
O vento soprará em sua face
As the years pass you by
Como os anos passados
Hear this voice from deep inside
Ouça esta voz do fundo [de seu] interior
It’s the call of your heart
É o chamado de seu coração
Close your eyes and you will find
Feche seus olhos e você encontrará
The passage out of the dark
A passagem para fora das trevas
Here I am
Aqui estou eu
Will you send me an angel
Você me enviará um anjo
Here I am
Aqui estou aqui
In the land of the morning star
No reino da Estrela da Manhã
The wise man said just find your place
O homem sábio disse: Apenas encontre seu lugar
In the fire of the storm
No fogo da tempestade
Here I am
Aqui estou eu
Will you send me an angel
Você me enviará um anjo
Here I am
Aqui estou aqui
In the land of the morning star
No reino da Estrela da Manhã
The wise man said just raise your head
O homem sábio disse: Apenas levante sua cabeça
And reach out for the spell
E liberte-se do feitiço
Find the way to the … land
Encontre a direção para o… reino
… believe in yourself
Acredite em ti mesmo.
Hear this voice from deep inside
Ouça esta voz do fundo [de seu] interior
It’s the call of your heart
É o chamado de seu coração
Close your eyes and you will find
Feche seus olhos e você encontrará
The way out of the dark
O caminho para fora das trevas
Here I am
Aqui estou eu
Will you send me an angel
Você me enviará um anjo
Here I am
Aqui estou aqui
In the land of the morning star
No reino da Estrela da Manhã
Here I am
Aqui estou eu
Will you send me an angel
Você me enviará um anjo
Here I am
Aqui estou aqui
In the land of the morning star
No reino da Estrela da Manhã

Você sabe que música está tocando na tv, no rádio de sua casa e seu carro?
Você sabe o que seus empregados ou amigos ouvem dentro de sua casa ou na sua empresa?
Você sabe que som a babá está ouvindo e cantando perto de seu filho?
Você sabe que música os colegas e professores estão ensinando a seu filho ou que música está tocando no recreio do colégio?
Você sabe quem é o autor e a religião da música que estão cantando na Igreja?

Fique atento, não ouça, nem deixe tocar músicas satânicas onde você tem influência. Proteja seus familiares e amigos alertando-os!

Confira os destaques da programação do ENJ2010

O período de 12 a 15 de Novembro promete ser um marco profético para o Ministério Jovem da RCCBrasil. Em algumas semanas a juventude carismática  se encontrará e certamente vai viver mais um momento especial em sua história.O Encontro Nacional de Jovens - ENJ2010 promete ser um evento de reconstrução da juventude e um ardoroso anúncio da Palavra de Deus. E para que as promessas do Senhor se realizem alguns momentos especiais estão sendo preparados. Confira aqui os destaques da Programação.

Um dos destaques nos preparativos é a missão que antecede o encontro.  Na Missão Pré-ENJ jovens de todo país estarão desde o dia 07 de novembro reunidos para promoverem nos dias que antecede o evento uma grande missão na cidade do Rio de Janeiro. Outro momento especial é o FestArtes ENJ que a exemplo do encontro de 2009,  deve agitar a juventude durante a programação noturna com muita música e danças.

Uma grande novidade nesta edição é a realização dos Workshops de formação destinados aos coordenadores e suas equipes diocesanas do MJ, além de um destinado aos missionários que estarão na Missão Jornada. Neste contexto, também serão oferecidos espaços para a escuta e orientação vocacional dos jovens participanets do ENJ.

Alguns convidados especias estarão com a juventude carismática vivendo mais este encontro nacional, dentre eles: Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro; Dom Eduardo Pinheiro, Bispo referencial para Juventude-CNBB; Padre Carlos Sávio, assessor do Setor Juventude-CNBB; Padre Alex Cordeiro, assessor espiritual do MJ; e Ironi Spuldaro, da RCC Paraná.

Os pregadores e as reflexões da Palavra serão ministradas pelo Pres. do Conselho Nacional da RCC Brasil, Marcos Volcan; O Pres. do Conselho Estadual da RCC-RJ, João Paulo; pelo Coord. Nacional do Ministério Jovem, Márcio Zolin; os coordenadores estaduais do MJ, Camila Barros (RJ) e Rodrigo (DF);e pelos coordenadores nacionais do ministério para as famílias, Airton Silva e Marli Silva.

O testemunho de alguns jovens que tiveram suas vidas transformadas por Jesus e adoração Eucarística também se destacam na programação.

Para quem não poderá participar do ENJ 2010 presencialmente a equipe de comunicação está preparando a cobertura completa do evento pela internet no site do MJ e nas redes sociais.

Para participar do ENJ faça sua inscrição  http://jovem.rccbrasil.org.br
As inscrições pela internet encerram dia 05/11/2010

domingo, 17 de outubro de 2010

Nada te perturbe

Quer conhecer um roteiro infalível para seu dia a dia? Leia com atenção: 

Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa!  Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta.

Escrito há 500 anos, essa poesia de Santa Teresa de Jesus continua a ensinar o essencial: Só Deus basta! Mas, o que isso significa concretamente?

Vivemos sobressaltados, preocupados. Inquietos, passamos o dia tentando resolver mil coisas. Ansiosos, não conseguimos dormir bem. Preocupados, acabamos por meter os pés pelas mãos no desejo de evitar que aconteça o que nós consideramos “o pior”. Estressados, acabamos por nos irritar contra tudo e todos. Gritamos no trânsito, gritamos em casa, desmoronamos de cansaço.

O problema está, entre outras coisas, em achar que sabemos o que é o “melhor”  e “pior”para nós. Uma vez estabelecido o que consideramos nos convir ou não, tomamos as rédeas para determinar o que consideramos “melhor”. Ocorre que tudo, mas tudo mesmo, passa e o que ontem nos parecia “o melhor”, hoje é, visivelmente, “o pior”.

A raiz da inquietação, estresse, preocupação e ansiedade que aos poucos nos matam, contudo, reside além do fato de tudo passar, reside na fé.
Há a fé  que acredita em Deus e reza, contrita, o “Creio em Deus Pai”. Acreditar desse jeito, afirma São Tiago, até os demônios crêem e tremem. Nós, até cremos, quanto a tremer...

Há aquela “fé” que pede a Deus o que acha “necessário”, “imprescindível”,  “melhor” e fica ressentida com Deus se ele não atende seu pedido por mais que peça através de todos os meios – diga-se de passagem, nem sempre lícitos. É a fé infantil, diria, até, “birrenta”. Essa fé, “contrariada”, muda de igreja quando não é atendida, assim como criança birrenta põe cara feia e diz aos pais que não é mais filho deles.

Há a fé  madura, que crê no Evangelho e na Igreja e vive seus ensinamentos, custe o que custar. É a fé dos santos.

Há a fé  que confia em Deus e a ele se entrega inteiramente, tranquila, pois sabe que ele é Pai e sempre providencia o melhor para nós. E, para Deus, o melhor para nós é a santidade.

É essa fé madura e inteiramente confiante no amor de Deus que não se perturba com nada. Sabe ser fiel a Deus e ao Evangelho na penúria e na fartura, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Essa fé madura e confiante que é amada por Deus, não se espanta com nada. Nada a escandaliza, ainda que seja grande tristeza. Seus olhos não estão aqui na terra, mas fixos no céu. Sabe que, aqui na terra, tudo passa, tudo muda. Sabe que tudo pode nos enganar e iludir. Sabe, sobretudo, que Só Deus é o mesmo sempre. Só Deus não muda. Só o amor de Deus é sempre o mesmo, pois ele é amor em ato. Essa fé não vive para a terra nem valoriza o que à terra pertence. Vive para o céu, usando as coisas da terra para alcançá-lo.

Por isso tem paciência. Não aquela paciência de autodomínio, nem aquela que rói as unhas e balança as pernas para controlar a impaciência interior. Trata-se, aqui, da paciência-esperança, a paciência-fé, a paciência-amor.

É aquela paciência que sabe que Deus está no comando. Sabe que ele pode tudo e tudo realiza por amor. Está certa de que, no tempo de Deus – e não no seu! – ele mesmo resolverá da melhor forma de todas, sempre visando nossa santificação e a do mundo. Sabe que, ainda que tudo esteja negro, verá a vitória de Deus e que essa vitória nem sempre é tal qual pensamos.

Fé, caridade, esperança, paciência, confiança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Corretíssimo. Mas, quem é mesmo que “tem Deus”. Todos. Porém, Santa Teresa fala aqui daquele que conhece Deus não por palavras e teorias, mas pela oração e pelo amor. Em uma palavra, pelo relacionamento pessoal, relacionamento de amizade. Este, que ora com a Palavra, que tem a Deus como o centro de sua vida, que procura amá-lo em tudo, a este, nada lhe falta. Dele cuida o Pai muito melhor do que as aves do céu e os lírios dos campos, pois ele vale muito mais aos seus olhos.

Nada te perturbe, homem de pouca fé! Nada te espante, mulher de pouca esperança! Tudo, mas tudo, mesmo, passa, exceto Deus. Fica, então, com o Único que é  digno do teu amor e deixa-o cuidar de ti. Espera. Confia. Espera sempre, confia sempre. Quem tem a Deus, quem o conhece, quem confia nele, vive de forma diferente, vive de olho no céu e de coração no coração de Deus. Por isso, é tranqüilo e feliz.

Só Deus basta. Dedica-te a Ele. Deixa-te amar por ele. Ama-o. Nada, então, te perturbará.


Maria Emmir Oquendo Nogueira



Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=4869

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Quem merece o seu voto?

Esta pergunta é, sem dúvida, um grande desafio posto a cada cidadão às vésperas das eleições deste ano. Isso, porque esta resposta não deve ser construída, simplesmente, com a força e o discurso do mais sofisticado marketing pautado na propaganda eleitoral que incorporou aquele tom antigo – associando à imagem do candidato suas promessas ou referências ao que ele fez. 

No ar, de certo modo, está a dívida quanto à discussão de propostas mais consistentes e abrangentes como as exigências de reformas do Estado, tributária, política. É uma aberração apresentar-se ao eleitor e trabalhar o convencimento para que ele dê o seu voto por conta de promessas e mesmo das realizações passadas. Este discurso, na verdade, revela a lacuna na educação de um povo que pode se deixar convencer por argumentos emocionais e pelo tratamento de suas necessidades básicas como se fosse um atendimento benevolente gerando devedores e tendo no voto o pagamento ou retribuição. É lúcido pensar e defender que não basta adotar esquemas de proteção e de oferta de tudo aquilo que é direito do cidadão. É preocupante, no cenário da sociedade brasileira, o quanto o emocional vai presidindo o embate político, influenciando nas escolhas pela ausência da clareza que advinda da consciência dos que são destinatários e portadores de um qualificado processo educativo. A consciência sóciopolítica está intrinsecamente ligada ao nível de educação recebida e cultivada. Por isso mesmo, estas eleições revelarão o nível da cultura política existente no tecido da sociedade brasileira.

Ainda falta um longo caminho a percorrer, como fruto de processo educativo mais amplo e qualificado, para se compreender que a política, além da arte de transigir, é particularmente a arte de cuidar e garantir a justa ordem da sociedade e do Estado, seu dever central. Este entendimento acende um facho de luz na pergunta acerca de quem merece seu voto. É importante lembrar o Papa Bento XVI na sua Carta Encíclica Deus caritas est, 2005, quando diz que “a política é mais do que simples técnica para a definição de ordenamentos públicos: a sua origem e o seu objetivo estão precisamente na justiça, e esta é de natureza ética”. Ora, se a justiça é a origem e o objetivo da política e sua implementação é de natureza ética, conclui-se que ter ficha limpa é critério primeiro e fundamental para definir alguém como merecedor do seu voto.

A sociedade brasileira compreendeu e aderiu ao Projeto de Lei Ficha Limpa aprovado, um entendimento que não tem o menor sentido de ser adiado porquanto a moralização da política é uma das mais urgentes exigências e anseio da sociedade brasileira. Essa garantia de qualificação na candidatura se entrelaça com uma série de critérios importantes para que alguém seja merecedor de voto. Inquestionavelmente, torna-se merecedor do seu voto quem passa pelo crivo dos valores que possam permitir que o eleito respeite e lute pela democracia, priorize direitos sociais para configurar um novo cenário, particularmente, para os mais pobres, sem jamais perpetuar programas e benesses que os mantenha reféns de comodidades geradas e de preguiças que atrasam o passo na conquista da própria autonomia. O merecimento do seu voto, em qualquer cargo, Executivo ou  Legislativo, não pode ser uma decisão determinada pelo marketing político que amordaça consciências e não permite a configuração de critérios que assegure ao cidadão seu direito de escolher, não por obrigação a ser paga, mas na liberdade e autonomia que compõem a vivência autêntica da cidadania.

Na lista dos valores para configurar critérios que possam ser alavancas de juízos adequados na escolha, incluem-se o respeito à vida em todas as suas etapas, desde a fecundação até o declínio natural, o compromisso com a democracia, o respeito à liberdade de imprensa, o olhar e compreensão do pobre como sujeito e não como simples destinatário - incluindo a discussão sobre religião e a laicidade do Estado. 

Nessa direção os católicos precisam se posicionar mais clara e diretamente nas suas escolhas para usufruir do seu direito, por diálogo e intercâmbio, de contar com governantes e parlamentares capazes de pautar suas ações pelos valores do Evangelho e na fidelidade a princípios e valores, não simplesmente a interesses que possam abrir caminhos a negociações espúrias. Os católicos, no exercício de sua cidadania, como outros, todos, têm o desafio de fazer a diferença pela força de escolher quem merece seu voto. Este desafio e embate devem ser enfrentados com fé e coragem.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
, é Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte.
Belo Horizonte,  23 de setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH - 3). Declaração da 48ª Assembleia Geral da CNBB

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33)

A promoção e a defesa  dos  Direitos  Humanos  fazem  parte  da  mensagem  bíblica  e constituem parte da missão da Igreja Católica, em sua ação evangelizadora, especialmente, diante de violações que atentam contra a dignidade humana. Na Encíclica Pacem in Terris, de 1963, o Beato João  XXIII  estabeleceu  um  autêntico  paradigma  dos  Direitos  Humanos,  alicerçados  numa  visão integral da pessoa humana.
A Igreja, por esta Encíclica, continua afirmando que Em uma convivência humana bem constituída e eficiente, é fundamental o princípio de que cada ser humano é pessoa; isto é, natureza dotada de inteligência e vontade livre. Por essa razão, possui em si mesmo direitos e deveres, que emanam direta e simultaneamente de sua própria natureza. Trata-se, por conseguinte, de direitos e deveres universais,  invioláveis e inalienáveis. (Pacem  in Terris, 9) Entre os direitos principais, listados pelo Papa, se encontram, em primeiro lugar, o direito à existência, à integridade física, aos recursos correspondentes a um digno padrão de vida (idem, 11).
O conjunto de Direitos afirmados na Pacem in Terris ultrapassa os que constam na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas de 1948, sobretudo, pela ênfase dada aos direitos sociais e econômicos. Distingue-se também da visão individualista dos Direitos Humanos ao integrar os  direitos individuais aos sociais, a partir do princípio da responsabilidade social e do dever de solidariedade  que liga as pessoas humanas. Os direitos sociais, nesta perspectiva, não são uma concessão ou um ato de  caridade social, mas um dever de justiça que o Estado é obrigado a garantir, tendo em vista a dignidade da pessoa humana e o seu direito à vida.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fiel à missão confiada por Cristo à Igreja, tem procurado agir na defesa dos Direitos Humanos, dentro de uma sociedade pluralista na qual vivemos. É  oportuno lembrar aqui a luta empreendida pelos Bispos do Brasil em favor da redemocratização  do País  e sua ação efetiva contra  o arbítrio  e a tortura.  Recordamos  também, algumas iniciativas da CNBB e das diversas Pastorais Sociais, do passado aos nossos dias, em prol da democracia, do direito e da justiça: as Campanhas da Fraternidade, a luta contra o trabalho escravo, a defesa  dos  povos  indígenas  e  afro-descendentes,  a  dignidade  dos  aprisionados,  o  empenho  pela reforma agrária, a justa distribuição da terra, a preservação do meio ambiente, o apoio na elaboração dos Estatutos da Criança e do Adolescente, do Idoso e da Igualdade Racial, a luta pela elaboração da Lei 9840, contra a corrupção eleitoral, e a recente Campanha conhecida como Ficha Limpa”.
Quando a Igreja se pronuncia sobre os Programas Nacionais de Direitos Humanos, ela o faz com  o propósito de exercer o seu direito de sujeito presente na sociedade e participante dos destinos  de  nosso   povo.  Tal  direito,  sendo  também  um  dever  constitutivo  de  sua  missão,  é irrenunciável. Diante dessas  iniciativas governamentais, a Igreja Católica somente quer servir à formação  da  consciência  na  política  e  contribuir  a  que  cresça  a  percepção  das  verdadeiras exigências da justiça (Deus caritas est, 28a).
Para a Igreja, a mesma veemência que se demonstra na defesa da vida em sua dimensão social  deve ser demonstrada no tocante à defesa da vida em sua dimensão pessoal, bem como na defesa de todos aqueles valores e realidades que dignificam o ser humano, como a família, a religião, a reta compreensão da sexualidade, entre outros. Não pode haver  desconexão entre a moral social e a moral da pessoa. A Igreja propõe, com vigor, esta ligação entre ética da vida e ética social, ciente de que não pode ter sólidas bases uma sociedade que afirma valores como a dignidade da pessoa, a justiça e a paz, mas contradiz-se  radicalmente aceitando e tolerando as mais diversas formas de desprezo e violação da vida humana, sobretudo se débil e marginalizada”. (Caritas in veritate,15)
Nas ões programáticas do Programa Nacional de Direitos Humanos   (PNDH-3), conforme  é afirmado na Nota da Presidência da CNBB, de 15 de janeiro de 2010, encontramos elementos  de  consenso  que  podem  e  devem  ser  implementados  imediatamente”.  Entretanto, identificamos também determinadas ações programáticas que não podem ser aceitas. Reafirmamos nossa posição, já muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, da dignidade da mulher, do direito dos pais à educação religiosa e ética de seus filhos, do respeito aos símbolos religiosos, e contrária à prática e à descriminalização do aborto, ao casamento” entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à profissionalização da prostituição.
A linha  de  continuidade  que  existe  em torno  desses  pontos,  entre  os  Programas  de Direitos Humanos de 1996 (PNDH-1), de 2002 (PNDH-2) e de 2009 (PNDH-3), é reveladora de uma antropologia  reducionista que está na base de certas formulações nas quais pretensos direitos são incluídos entre os Direitos Humanos, embora constituam a negação mesma de Direitos Fundamentais. Só uma visão integral de pessoa humana pode fundamentar corretamente os Direitos Humanos. Como afirmou o Papa Bento XVI,  perante a ONU, em seu discurso por ocasião do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em abril de 2008, Tais direitos estão baseados na lei natural inscrita no coração do homem e presente nas diversas culturas e civilizações. (...) Contudo não se deve permitir que esta ampla variedade de pontos de vista obscureça o fato de que não os direitos são universais, mas também o é a pessoa humana, sujeito destes direitos.
Em nossa ação pastoral, continuaremos envolvendo as comunidades cristãs e mobilizando a  sociedade brasileira, para o necessário discernimento e o atento acompanhamento das propostas legislativas,   durante  a  sua  tramitação  no  Congresso  Nacional,  relativas  a  determinadas  ões programáticas do PNDH-3, em vista da efetivação dos Direitos Humanos em nosso País.
Renovamos nosso compromisso com o efetivo respeito aos Direitos Humanos, de modo especial  dos pobres e das camadas mais frágeis de nossa população.  Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, imploramos as luzes de Deus, para que, em um clima de diálogo democrático, possamos construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.

Brasília, 12 de maio de 2010
 
 
Fonte: www.cnbb.org.br